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Animal amputado era usado para comover doadores na internet enquanto vivia sob negligência severa.

Mensagens de texto revelam execuções sumárias encomendadas para cortar custos de tratamento em ONG.

Policia Civil do RS
Animal amputado era usado para comover doadores na internet enquanto vivia sob negligência severa.

A ex-secretária Paula Lopes baseia sua defesa no Laudo Pericial nº 141289/2025, emitido pelo Instituto-Geral de Perícias (IGP-RS). 


O documento de 67 páginas analisou as ações da primeira fase da Operação Carrasco, focada no período final da atuação da suspeita na Secretaria Municipal de Bem-Estar Animal (SMBEA) de Canoas. 

Laudo Técnico da Primeira Fase (Secretaria)

Resultados da Perícia: 

Os técnicos do IGP avaliaram cerca de 278 animais e analisaram 16 carcaças congeladas (seis caninos e dez felinos) enviadas para exames necroscópicos na UFRGS. 

O laudo concluiu que não foram identificadas eutanásias tecnicamente irregulares ou sinais de maus-tratos específicos nos animais que estavam abrigados na secretaria municipal durante aquele recorte temporal avaliado. 

As mortes analisadas decorreram de infecções, traumas e patologias preexistentes. 

O Argumento da Defesa: Paula Lopes utiliza esse documento oficial para afirmar publicamente que "as eutanásias não foram feitas desnecessariamente" e que a perícia técnica isentou suas condutas operacionais. 

Segunda Fase (ONG e Estelionato)

A Polícia Civil esclarece que o laudo do IGP da primeira fase não anula a prisão preventiva atual, pois a segunda fase (Operação Carrasco II) expandiu o foco para o ambiente privado: 

A nova investigação comprovou que a conduta criminosa se consolidou no Instituto Paula Lopes. As mensagens de texto interceptadas pela polícia mostram que as ordens de eutanásia de animais tratáveis partiam de Paula em sua atividade como protetora, e não mais no cargo público do qual se exonerou. 

O foco principal da nova prisão é a fraude eletrônica (golpe do Pix). O laudo anterior do IGP avaliou a causa clínica das mortes na secretaria, mas não analisou o crime financeiro. 

A polícia provou via quebra de sigilo cibernético que o grupo arrecadava dinheiro simulando tratamentos de alta complexidade para animais que já haviam sido sacrificados de forma deliberada na estrutura privada. 

O material contendo as transcrições das mensagens e os novos relatórios clínicos colhidos no resgate do cão Dudu já foram anexados ao inquérito e encaminhados ao Ministério Público para a formalização da denúncia.

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