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RAIO-X DOS CANDIDATOS 2026 | CAUSA ANIMAL

A série Raio-X dos Candidatos 2026 busca mostrar o que foi feito, o que está em andamento e quais compromissos são apresentados ao eleitor para o próximo ciclo político.


RAIO-X DOS CANDIDATOS 2026 | CAUSA ANIMAL


Raio-X eleições 2026: Marcelo Queiroz (PP-RJ)

  • Alvo: Marcelo da Silva Queiroz (41 anos)
  • Cargo pretendido: Deputado Federal (Reeleição)
  • Foco temático: Implementação do SUS Animal nacional, atendimento veterinário vinculado ao Cadastro Único e regulamentação do mercado pet


Trajetória e perfil político

Marcelo da Silva Queiroz nasceu no Rio de Janeiro, em 20 de dezembro de 1984. Formou-se em Direito e especializou-se em administração pública, ingressando na política jovem. Exerceu os cargos de vereador na capital fluminense e deputado estadual na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (ALERJ). Ganhou destaque na gestão executiva ao assumir a Secretaria de Estado de Agricultura, Pecuária, Pesca e Abastecimento do Rio de Janeiro, período em que estruturou o programa RJPET, focado em promover a primeira campanha estatal de castração em massa de grande porte do estado.

Em 2022, elegeu-se deputado federal pelo Progressistas (PP) com 73.728 votos, direcionando seu mandato na Câmara Federal para a institucionalização de políticas de saúde pública veterinária. Nas Eleições 2026, busca a reeleição consolidado como o principal interlocutor técnico do Rio de Janeiro na pauta do direito dos animais em Brasília.


Atuação parlamentar e resultados

No Congresso Nacional, sua atuação afasta-se do assistencialismo digital e foca na criação de leis federais estruturantes de longo prazo.

  • Projetos de destaque: É o autor do Projeto de Lei nº 1441/2023, que cria as diretrizes para a instituição do SUS Animal em âmbito nacional. O projeto visa obrigar a União a cofinanciar, junto a estados e municípios, a instalação de hospitais e clínicas veterinárias públicas voltadas ao atendimento gratuito de animais sob a guarda de famílias de baixa renda inscritas no Cadastro Único para Programas Sociais. É também autor de propostas que regulamentam a responsabilidade civil de estabelecimentos comerciais no transporte de animais domésticos.
  • Ações e verbas: Utilizou o trânsito na bancada do PP para carimbar emendas orçamentárias federais voltadas à manutenção de centros de triagem de fauna silvestre e modernização de hospitais universitários veterinários no estado do Rio de Janeiro.


Patrimônio, financiamento e transparência

O monitoramento dos ativos financeiros oficiais informados pelo parlamentar à Justiça Eleitoral detalha um perfil patrimonial consolidado por sua atividade jurídica e familiar:

  • Última declaração oficial (TSE): Declarou um patrimônio total líquido de R$ 1.845.000,00. Os ativos públicos declarados dividem-se em:
    • Participação societária e quotas em escritório de advocacia privada avaliadas em R$ 600.000,00.
    • Um apartamento residencial localizado na zona sul do Rio de Janeiro avaliado em R$ 750.000,00.
    • Investimentos em fundos de ações, previdência privada e contas bancárias que somam R$ 495.000,00.
  • Estrutura financeira: Sua campanha de reeleição conta com financiamento robusto derivado das cotas principais do fundo especial do Progressistas nacional, complementado por doações de profissionais do setor jurídico e empresarial fluminense simpatizantes da modernização da legislação pet.


Controvérsias e polêmicas documentadas

  • O embate contra os conselhos de medicina e o custo público do SUS Animal (Caso 2024): A principal controvérsia em torno de sua atuação parlamentar envolveu duros debates de bastidores com o Conselho Federal de Medicina Veterinária (CFMV) e com deputados vinculados à responsabilidade fiscal. Setores de clínicas privadas e entidades de classe acusaram o projeto do SUS Animal de ser inviável financeiramente e de tentar criar uma estrutura estatal pesada sem previsão de receitas reais. Críticos apontaram que o projeto geraria concorrência desleal com pequenos consultórios veterinários particulares que pagam impostos elevados, classificando a proposta como de difícil execução prática.
  • Contraditório: Marcelo Queiroz defendeu tecnicamente a viabilidade do projeto em comissões, demonstrando que o SUS Animal não visa estatizar as clínicas privadas, mas sim firmar convênios subsidiados pelo Governo Federal, nos mesmos moldes do SUS da saúde humana. O parlamentar argumentou que o atendimento veterinário gratuito para famílias vulneráveis é uma urgência de saneamento básico e saúde pública que evita a proliferação de zoonoses, rechaçando a tese de prejuízo econômico ao setor privado.


Checagem de coerência

  • Discurso: Pauta-se na premissa de que a proteção animal deve ser tratada como política de Estado permanente, universal e integrada à saúde pública, distanciando-se de resgates midiáticos para redes sociais.
  • Promessa: Prometeu usar seu mandato na Câmara Federal para aprovar o marco legal do atendimento veterinário gratuito no país e criar regras de transporte seguro de pets.
  • Ação prática: Cumpriu a meta legislativa ao formular, protocolar e fazer tramitar o projeto do SUS Animal, mantendo relatorias ativas e audiências públicas sobre o tema em Brasília.
  • Resultado real: O deputado exibe alto índice de coerência técnica e formal por sua formação jurídica e experiência prévia como secretário de Estado. Críticos do ativismo radical de rua apontam, contudo, que por pertencer ao Progressistas (PP) — partido que compõe o núcleo da bancada do "Centrão" e possui fortes ligações históricas com o agronegócio tradicional —, o parlamentar evita ingressar em pautas abolicionistas extremas, como restrições à pecuária de corte ou proibição de rodeios, mantendo sua atuação focada estritamente no nicho de animais de companhia (cães e gatos) e manejo ambiental controlado.


Índice de cumprimento de promessas na proteção animal

O desempenho de suas frentes políticas no Congresso Nacional resulta em um Índice Geral de 83%.

  • Pilar 1: Proposição de Marcos Regulatórios (92% cumprido) – Formulação e tramitação ativa do projeto do SUS Animal e leis de segurança no transporte pet.
  • Pilar 2: Gestão e Execução de Políticas Públicas (85% cumprido) – Histórico de entregas de mutirões estaduais de castração chancelados por sua passagem na secretaria de agricultura.
  • Pilar 3: Alinhamento Ideológico Crítico (68% cumprido) – Devido à sua vinculação a partidos tradicionais de centro, sua atuação foca na conciliação institucional, limitando seu diálogo com ONGs do ativismo animalista combativo de rua.


Conclusão do Raio-X

  • Histórico real na causa animal? Sim. Sua atuação na estruturação do programa RJPET no Rio de Janeiro confere base executiva prévia ao seu mandato legislativo federal.
  • Resultados concretos ou discursivos? Mistos. Possui resultados concretos mensuráveis na liberação de recursos e programas no Rio de Janeiro, mas sua principal bandeira na Câmara (o SUS Animal) mantém-se em caráter discursivo-legislativo, dependendo da aprovação final nas duas casas do Congresso.
  • Pontos positivos: Sólida formação jurídica, trânsito livre em partidos de grande porte para aprovar orçamentos e ausência de processos por improbidade administrativa.
  • Pontos de atenção: O eleitor deve avaliar se o perfil de articulação institucional e moderada do parlamentar atende às suas expectativas de avanço do direito animal, ou se prefere nomes ligados ao punitivismo e resgate policial direto.

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