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O caso de Marcelino Vieira: como uma investigação independente desmantelou uma rede de zoosadismo no RN.

Grupo monitorou acusada por 3 anos antes de protocolo no Ministério Público; Justiça manteve a prisão preventiva e investigação foca em compradores de vídeos sob encomenda.

MPRN
O caso de Marcelino Vieira: como uma investigação independente desmantelou uma rede de zoosadismo no RN. Arquivo Denúncia

Marcelino Vieira, Rio Grande do Norte 

 A apuração rigorosa de fatos e a coleta técnica de provas digitais levaram à prisão preventiva de Maria Juciene da Costa Silva na comarca de Marcelino Vieira, interior do Rio Grande do Norte. A acusada, que teve a prisão mantida após passar por audiência de custódia no processo nº 0804316-91.2026.8.20.5300, foi detida em uma operação conjunta entre o Ministério Público do Rio Grande do Norte (MPRN) e a Polícia Civil. O desfecho do caso é o resultado de 36 meses de monitoramento conduzido pelo nosso grupo de investigação independente e ativismo de base no subsolo da internet.

O monitoramento e a coleta de provas da rede de abusos

Muito antes de o caso ganhar repercussão pública ou ser adotado como pauta, o nosso grupo de inteligência independente operava no mapeamento do esquema de zoosadismo. A investigada mantinha canais em plataformas digitais onde simulava uma rotina de vida rural para o público aberto, enquanto utilizava grupos restritos e assinaturas pagas para veicular conteúdos de violência explícita contra seres vivos.
O material coletado e catalogado pela nossa equipe documentou o abate de aves por torção de pescoço, mutilação de gatos, além de agressões severas contra cães, preás e capivaras. Os vídeos eram estruturados para atender a nichos específicos da internet, associados a práticas de crush fetish, onde animais eram pisoteados com o uso de calçados de salto alto.
As transcrições de áudio obtidas durante os três anos de monitoramento da nossa investigação demonstram que Maria Juciene interagia diretamente com os compradores, oferecendo opções de execução e cobrando valores que variavam entre R$ 25,99 e R$ 35,00 por vídeo personalizado. Em trechos gravados, a acusada afirmava:
"Vou fazer e vou usar, ó, faca. Já tô de... essa boniteza aqui, ó."
"Como eu mataria? O facão? A faca?"
"Como é que você quer que eu mate? Quer de salto ou quer na faca?"
"Será que morreu? Será que mata?"
A estrutura da nossa investigação independente atuou de forma coordenada em várias frentes para garantir o rastreamento dos perfis camuflados, a identificação das transações financeiras e a catalogação dos arquivos de mídia sensíveis, organizando um relatório robusto com validade legal. O trabalho culminou em um exposed estratégico que gerou a reação social necessária para acelerar as medidas institucionais.

O protocolo no Ministério Público e a cronologia dos fatos

No dia 1º de junho de 2026, às 18:47:47, o nosso grupo converteu esse dossiê na Representação Criminal e Notícia-Crime Multidisciplinar enviada à Ouvidoria do MPRN, com cópia para a Promotoria de Justiça de Marcelino Vieira. O arquivo "juciene Costa pdf" continha o mapeamento das infrações ambientais e financeiras, provocando formalmente a atuação do Estado.
Os registros do sistema eletrônico do Ministério Público estabelecem a linha do tempo exata do caso:
  1. Dia 01/06: a denúncia técnica de autoria do nosso grupo ingressa no sistema do Ministério Público, consolidando as provas coletadas.
  2. Dia 02/06: após a repercussão digital do caso provocada pelo nosso trabalho independente, agentes políticos locais e perfis parlamentares adotaram o jargão "cadeia para maus-tratos" em postagens públicas, tentando reivindicar a autoria da apuração junto aos órgãos de controle.
Os autos demonstram que as providências iniciais de requisição do inquérito policial e análise de mídias foram desencadeadas a partir da peça técnica entregue por nós no dia 1º de junho.

O posicionamento do MPRN e a investigação dos compradores

Em nota oficial emitida pela Promotoria de Justiça de Marcelino Vieira, o Ministério Público confirmou que os exames iniciais indicaram que a ré apresentava traços de satisfação deliberada com o sofrimento animal, enquadrando as condutas na tipificação psiquiátrica de zoosadismo. O órgão confirmou que o público interessado pagava mensalidades fixas para encomendar as formas de abate dos animais.
Com a prisão preventiva efetuada, a Polícia Civil realizou a apreensão de celulares e cartões de memória da acusada. O grupo especializado do MPRN atua na extração de dados e análise das contas virtuais. As empresas responsáveis pelas plataformas de hospedagem e meios de pagamento foram notificadas judicialmente para entregar os registros de acesso e dados bancários dos assinantes. O foco atual da investigação é o rastreamento dos CPFs dos compradores, uma vez que o financiamento direto sustentava a atividade criminosa.

Situação processual e restrição de liberdade

A decisão do Poder Judiciário de Marcelino Vieira de decretar a prisão preventiva baseou-se na garantia da ordem pública e no risco concreto de reiteração delitiva caso a investigada permanecesse em liberdade. Conduzida à audiência de custódia, a ré teve o pedido de relaxamento de prisão indeferido pelo magistrado, sendo mantida no sistema prisional do Estado por tempo indeterminado.
Por se tratar de comarca sem núcleo fixo da Defensoria Pública do Estado, os atos de defesa técnica na ação penal foram assumidos pelo advogado dativo Dr. Jemerson Jairo Jácome da Silva, nomeado pelo juízo e custeado pelo Estado. O processo segue em tramitação regular de 1º Grau no sistema de Processo Judicial Eletrônico (PJe), sob o número 0804316-91.2026.8.20.5300, aguardando a conclusão das perícias digitais nos dispositivos apreendidos e o oferecimento formal della denúncia criminal definitiva.
A história da prisão em Marcelino Vieira deixa uma lição clara, slogans ganham curtidas e inflam currículos de pré-campanha eleitoral, mas é a nossa investigação independente séria, amparada pelo suor de protetores invisíveis, que de fato faz justiça e expõe toda a cadeia de criminosos, dos executores aos consumidores.

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