REINCIDÊNCIA: Ex-jogador Jô tem prisão mantida pela Justiça após ser detido pela 5ª vez por dívida de pensão
Processo civil será encaminhado para a Vara de Família de Itaquera (SP) após audiência de custódia em Belo Horizonte; débito acumulado ultrapassa R$ 220 mil.
O ex-atacante João Alves de Assis Silva, conhecido publicamente como Jô, de 39 anos, continuará preso. A decisão foi confirmada na manhã desta segunda-feira (15) após o ex-atleta passar por audiência de custódia na Central de Belo Horizonte.
Ídolo do Atlético-MG e revelado pelo Corinthians, Jô foi detido pela Polícia Militar na madrugada de domingo (14), em uma boate no bairro Castelo, na região da Pampulha, onde realizava o projeto de pagode "JôGando em Casa".
Segundo informações do boletim de ocorrência da PMMG, a juíza Cirlaine Maria Guimarães avaliou apenas a legalidade do cumprimento do mandado e constatou que não houve irregularidades no procedimento policial. Como a ordem de prisão civil foi expedida originalmente pela 3ª Vara de Família e Sucessões de Itaquera, na Zona Leste de São Paulo, a Justiça mineira não tem competência legal para avaliar o mérito ou revogar o decreto. O caso agora será formalmente transferido para a comarca paulista, que determinará as próximas etapas do cumprimento da pena.
Valores divergentes e histórico de evasão
O mandado em aberto contra o ex-atacante havia sido expedido em 13 de janeiro de 2026, decorrente de uma ação de execução de alimentos movida por uma ex-companheira do jogador. Os valores registrados apontam o tamanho do passivo financeiro:
O valor base da dívida, atualizado nos autos em junho de 2025, constava como R$ 145,4 mil.
A cobrança atualizada apresentada no boletim de ocorrência da Polícia Militar aponta um montante acumulado de R$ 220.744,57.
O caso ganha repercussão pela reincidência sistemática. Esta é a quinta vez que o ex-jogador é detido pelo mesmo motivo em um intervalo de aproximadamente dois anos, evidenciando um padrão de evasão que cruza diferentes jurisdições estaduais:
1ª Prisão - Maio de 2024 | Campinas (SP) | Execução inicial do mandado de alimentos.
2ª Prisão - Dezembro de 2024 | Contagem (MG) | Detido na Região Metropolitana de Belo Horizonte.
3ª Prisão - Junho de 2025 | Guarulhos (SP) | Detido por autoridades no Aeroporto Internacional.
4ª Prisão - Novembro de 2025 | Rio de Janeiro (RJ) | Detido na Barra da Tijuca; constatado atraso de 12 meses.
5ª Prisão - Junho de 2026 | Belo Horizonte (MG) | Detido em boate durante evento próprio na Pampulha.
Cenário jurídico atual
O prazo padrão estipulado para a prisão civil por inadimplência alimentar é de 30 dias em regime fechado. Por lei, a reclusão pode ser interrompida imediatamente caso o pagamento integral do valor cobrado seja efetuado e comprovado nos autos judiciais pela defesa.
O Tribunal de Justiça de São Paulo (TJSP) declarou que o processo corre em segredo de Justiça para preservar a identidade e os direitos da criança envolvida, impossibilitando o fornecimento de detalhes adicionais. Até o fechamento desta reportagem, a defesa técnica de Jô não havia emitido pronunciamento oficial sobre a manutenção da prisão. O ex-atleta, que anunciou sua aposentadoria oficial dos gramados em agosto de 2025, permanece à disposição da Justiça.
Fontes de Apuração: Dados consolidados a partir do Boletim de Ocorrência da Polícia Militar de Minas Gerais (PMMG), despachos da Central de Audiência de Custódia de BH e coberturas jornalísticas em tempo real dos portais g1 Minas, O Tempo e JM Online.






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